Sua Escrava

(Regina O.)

 

 

De repente me vi sua escrava

Escrava dos sonhos que sonhei,

que imaginei vivê-los com você

Das horas que passamos juntos

Do encanto que fluia entre nós

Uma corrente forte que nos prendeu,

nos dominou, e assim foi

o nosso amor...

 

Muitos nem haveriam de acreditar

que o que nos envolvia era tão forte,

que mal conseguiamos respirar,

um sem o outro

 

Grilhões atavam nossas almas,

e onde eu estava, estava você

Haviamos desaprendido a viver,

um sem o outro

Parecia feitiço, bruxaria,

coisas vindas de magias

 

Mas o tempo passou,

e nossos nós foram se desatando

Deixamos de ser uma pessoa só

Acho que o encanto se desfez,

ou quem sabe imaginamos algo e

criamos esse amor com grilhões

em nossa mente, que quase ficou doente

de tanta falta que sentíamos

um do outro

Quebrou-se o encanto...

Veio o pranto que tudo limpou,

mas os dias pareciam nublados,

sem perspectivas de sobrevivência

 

Hoje já refeitos de tudo,

estamos unidos

Não temos mais grilhões

a machucar nossa pele,

nosso coração

Somos paz, amor, liberdade

em cada um de nossos corações

Aprendemos que amar é doação

É ver refletido no outro

serenidade, tranquilidade

Amar sem sufocar, sem nada esperar

um do outro, apenas amar,

ser feliz e acreditar,

que o amor só pode ser belo

quando nos passa muita esperança,

muita calma e confiança,

para que ele possa perdurar

e assim jamais acabar

 

Deixei de ser sua escrava

e posso dizer que prefiro assim

porque muito admirada eu estava

por ter me entregue assim

Gosto de amar e ser amada,

mas não desse jeito ruim

 

Quebrado o encanto,

ficou a serenidade sua e minha,

que sempre foi importante para mim