|
Reminiscência
(Gilka
Machado)
Na noite
fria
Tua voz
quente
expunha
anseios tais,
tinha um
tal despudor,
vinha tão
nua,
que minha
boca sentiu desejos
de
vesti-la de beijos...
Na noite
fria
tua voz
quente
errava,
louca de destemor,
pelos
gelados e ermos espaços...
E tive
pena de tua fala...
E abri
minha alma para abrigá-la
Na noite
fria
tua voz
quente
pediu
tanto,
chorava
tanto...
Que minha
vida te dei,
com a
mágoa
com que
se lança
velho
tesouro às mãos travessas
de uma
criança
|