Poema Proibido (2)
(William Douglas)
 
 
Tua nudez é um manto de névoa,
um suspiro de estrelas cadentes, um
sol inebriado, um êxtase seco
Tua nudez é uma respiração interrompida,
um amanhecer desvairado
Sinto teu cheiro, nos meus braços
Faz mais de 24 horas que nos tocamos, já
tomei dois banhos
Tua nudez é o princípio do orgasmo, tua
nudez é o começo do desespero
Teu corpo esguio se move como se fora um
raio de luz, mas te contorces, é quando a luz
dá voltas. A física enlouquece
Quando sorris no meio do sexo é que eu me
sinto completo, em breve gozo
O mundo perde nexo. A respiração dispara
Tudo em redor gira, desfaleço, quase deliro
Respiro mil vezes mais rápido
O coração incandesce. O suor me banha
E quando penso que morro de prazer, e que
o êxtase pode me cobrar a própria vida, nessa
hora tu deitas tua nudez na minha, tu me cobres
com tua nudez e o teu cheiro
Deitas em mim com carinho inimaginável, te
encostas no meu corpo como se fosses parte dele
Tu deitas tua nudez e eu sobrevivo
Tu me abraças, sorris, balbucias, faz carinhos
Escreve poesia no meu corpo com teus dedos
Quase desfaleço mas sobrevivo com teus beijos
Viajo mais planetas que os cometas
Já te disse que tudo que espero é o dia em que
gozarás completa, e, quando pensares que morres afogada em paixão e êxtase
Nessa hora, deitarei em ti minha nudez e sobreviverás ao mais longe que alguém pode viajar sem sair do lugar. Dividiremos nosso êxtase
Um único êxtase formado de duas faces de uma mesma nudez

 

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