|
| |
Os Seus
Olhos
(Antônio
Mota)
Luzes do
céu,
clarões da
imensidade
Estrelas,
sóis,
em caprichosos
molhos!
Não tendes,
não,
a luz daqueles
olhos
que valem por dois
céus
de
claridade
Olhos
grandes,
de branda
suavidade;
Lagos de paz, sem
ondas,
nem
escolhos;
Jardins de rosas
vivas,
sem
abrolhos;
Olhos cheios de
vida
e
mocidade!
Quando ela os
move,
rindo,
que
momento!
Que
apoteose!
Que
deslumbramento!
Que
embriagues
no lânguido
segundo!
E quando
dorme,
e
sonha,
mesmo
assim,
por entre os cílios
negros,
de cetim coa-se a
luz
mais doce deste
mundo
|
|