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Nó
(Flora Figueiredo)
Estou perdidamente emaranhada em seus fios de delícias e doçuras
Já não encontro o começo da meada, não sei nem mesmo se há uma ponta de saída, ou se a loucura vai num ritmo crescente até sub-julgar a minha vida
Não importa, quero seus nós de seda cada vez mais cegos e apertados a me costurar nas malhas e nos pêlos
Enquanto você me amarra, permanece atado na própria trama redonda do novelo
Nó - Flora Figueiredo www.artefeminina.com - Respeite os Créditos