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Não Te Rendas Jamais
(Eduardo Alves da Costa)
Procura acrescentar um
côvado
à tua altura
Que o mundo está à mingua
de valores e um homem de
estatura
justifica a existência
de um milhão de pigmeus
a navegar na rota
previsível
entre a impostura
e a mesquinhez dos
filisteus
Ergue-te desse oceano
que dócil se derrama sobre a
areia
e busca as profundezas,
o tumulto do sangue a
irromper
na veia contra os diques
do cinismo e os rochedos
de torpezas que as nações
antepõem a seus rebeldes
Não te rendas jamais,
nunca te entregues,
foge das redes,
expande teu destino
E caso fiques tão só
que nem mesmo um cão
venha a te lamber a mão,
atira-te contra as
escarpas
de tua angústia e explode
em grito, em raiva, em
pranto,
Porque desse teu gesto
há de nascer o Espanto
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