Mais
uma vez
fiz
planos e neles acreditei
Me fiz sonho, poesia,
acalanto com maestria
e
quase neles afundei
Ignorei
o que já tinha passado
todos os amores fracassados,
as lágrimas que deslizaram
tantas
vezes na minha face
Não
me armei
com
o devido cuidado,
nem
como tinha planejado
Deixei as armas de lado
e
de novo, me entreguei
Inimigos me espreitavam,
pareciam
me rodear
Cada
dia que amanhecia,
eu
sentia, que planejavam
me
ferir, me magoar
Mas
como toda mulher
que
vive a sonhar
deixei
a realidade de lado
e
me deixei apunhalar
Quantas vezes ainda terei
que por tudo isso
passar?
Será
que sendo indiferente
a
felicidade irei encontrar?
Não
sei se entrego todas as armas,
ou se
vou para a guerra lutar
Novos rumos,
novas
descobertas,
novas
gentes doentes
do
meu caminho afastar
Brado
alto,
uso
escudos,
no
meu peito
não
quero mais guardar,
feridas
que machucam,
sangram
e sendo assim
vou
para a guerra lutar
Mas
por um momento
me ergo,
sinto tamanha força
no
meu peito a se agitar
Já refeita agora sei,
tenho
certeza,
que
a maior tolice
que
posso fazer
será
nos meus sonhos
deixar
de crer
Que
se dane
os que tentam me magoar,
me
ferir
Nada
do que possam fazer
jamais conseguirão tirar,
essa
crença, a fé imensa,
nos
meus sonhos, acreditar
A
arma contra a descrença
sempre saberei usar
É
o amor sem fronteiras
que
existe dentro de mim
e
faz meu coração delirar
E
quem não pensar assim
que
me faça um favor,
leve
seu desamor
para
bem longe de mim
Que
se esqueçam
de
uma vez por todas,
de
mim!