Magia
(Danov DeLablanc)
 
 
Quando me beijaram a boca, eu me tornei amante
Quando me negaram um beijo eu botei jeito de poeta no meu peito
Mas já não doem as dores que tanto doeram
E hoje me pergunto:
- Quem colocou espinhos no meu corpo?
Quem me fez provar o gosto da tristeza em choro?
Eu não sei agora, eu esqueci de tal maneira que hoje eu não poderia, se quisesse, acusar, me vingar, porque a vida fez magia
E de minha cartola cheia de fantasmas, passou a tirar lenços coloridos e pombos livres
Por isso, quando saio ao tempo noturno, e danço, canto, e me extasio, sem a angústia de identificar os passos na rua, não quer dizer que esteja alegre ou triste, por tantas vezes, é só a insensatez de abraçar à lua

 

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