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Cora
Coralina
Renovadora e
reveladora
do mundo
A humanidade se renova
no teu ventre
Cria teus filhos,
não os entregue às creches
Creche é fria, impessoal
Nunca será um lar
para teu filho
Ele, pequenino,
precisa de ti
Não o desligues
da tua força maternal
Que pretendes, mulher?
Independência,
igualdade de condições...
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente
a humanidade
Mulher,
não te deixes castrar
Será um animal
somente de prazer
e às vezes nem mais isso
Frígida, bloqueada,
teu orgulho te faz calar
Tumultuada fingindo
ser o que não és
Roendo o teu osso
negro da amargura
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