Janelas
(Maricell)
 
 
 
 
 
Somos janelas...
Janelas de nossa própria vida
Temos o domínio de nossas janelas...
Somente nós as podemos abrir e fechar
Podemos abri-las para o sol...
Ou para as tempestades...
Podemos abri-las para distribuir amor...
Ou dor...
Podemos colocar em nossas janelas,
cortinas que atenuem a luz intensa
Ou deixar que a luz nos inebrie
tão fortemente a ponto de feri-nos
como às mariposas...
Podemos abrir nossas janelas
para ouvirmos as suaves melodias
que brotam da natureza...
Mas podemos fechá-las também
para que não ouçamos os gritos
dos desesperados
que gritam a falta de amor,
de pão e de lar...
 
Somos janelas...
Janelas abertas ou fechadas
para o mundo
Cabe a nós decidirmos
o que deixaremos passar
por nossas janelas...
Cabe a nós a decisão
do que permitiremos entrar
e sair por nossas janelas
O que queremos receber
e o que queremos distribuir
de nosso imo
Cabe a nós optarmos por sermos
janelas de desesperança
e desamor...
Ou janelas de luz suave,
de amor e crença em nossa vida
De amor e crença  na vida
daqueles a quem amamos...
De amor e crença na vida
de todos aqueles que passarem,
um dia, por nossas janelas
do que permitiremos entrar
 

    

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