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- Existência
Casual
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- (Cândido)
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- Este ser que se
espreguiça
- em teu espaço
- De existência
casual
- e equilíbrio
instável
- Entre a dor que
sinto
- e o amor que
faço
- Carrega uma vida
atribulada,
- doentia,
frágil
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- Se ainda existo assim
- com estas
formas
- É porque me
suportas,
- me animas
- És um amor que
não
- conhece normas
- E eu condenso nessas
- pobres
rimas
- E quando a forma
desta vida
- se perder
- E a existência se for
- em átomos
dispersos
- Mesmo assim
continuaremos
- a viver
- Já que tu
vives,
- nos meus próprios
versos
- E os abraços e
carinhos
- que trocamos
- Neste frenesi de
juventude
- descuidada e
louca
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- E o amor que
fazemos
- quando nos
amamos
- Vão perpetuar meus
beijos
- nesta boca!
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