Doidinha
(Regina O.)
 

 

 
Sou doidinha, doidinha...
Claro que sou sim!
Quando me vejo derretida por você
E você, doidinho por mim
 
Me chama de doidinha
Ou coisa bem parecida
Mas na minha loucura insana
Gosto quando estou na sua cama
E acordo coladinha a você
 
Gosto dessa loucura tamanha
Desse meu jeito sapeca
Depois de uma boa soneca
Começar a bulir em você
 
Sentir o roçar das suas pernas nas minhas
Quando afasta meus cabelos e sopra meus pelos
Me fazendo arrepiar de tesão
 
Gosto desse seu jeito maroto
De menino apaixonado
Fingindo estar encabulado
Com esse meu jeito de ser
 
Ah!  eu gosto sim...
Quando diz baixinho ao meu ouvido
Que nosso amor sempre fará sentido
E que se dane o mundo lá fora
E eu digo que presa em uma gaiola
Para mim a vida não faz sentido
E me olha com aquele olhar desconfiado
Me achando mais do que doidinha
 
E eu nem ligo, continuo com minha doidice
De fazer mil maluquices, enquanto estou com você
Me chama de doidinha, pode chamar
Deixe que me lambuze com seus beijos
Me enrosque no seu corpo daquele jeito
Que só com você sei fazer
E meu corpo começa a estremecer
 
Deixa eu ser sua doidinha
Pra lá de assanhadinha
Sem medos de riscos, ou de viver
 
Deixe esse rosto fechado de lado
Me dê um sorriso gostoso
Para de tanto me observar e criticar
Sei que adora esse meu jeito assanhado
Nada encabulado, de ser doidinha de fato
Quando colada em seu corpo estou
 
Me pega, me cheira, me faz de gato e sapato
Me leva pra cama, me vira do avesso
Diz que sem mim não sabe como fazer
Que o ar que respiro é que faz você viver
 
E em uma fração de segundo
Pára o mundo... Nada mais existe
Ninguém é mais triste...
Só existe na roda da vida, eu e você
Do resto, não queremos mais saber
 
E vem a confirmação tão esperada
Que ser doidinha, desvairada
É a mágica de ganhar, e nunca perder

 

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