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Desilusão
(Regina
O.)
Tantas
vezes me entreguei
a esse
amor, a essa paixão,
onde os
homens
ferem,
magoam,
bichos
sem coração
Me
apaixonei tantas vezes,
quantas
eu não sei
Só sei
que até hoje
continuo apaixonada,
perdida,
deixando
minha alma atormentada
Não
quero crer
que
perdi você
Que
partiu,
apenas
partiu,
sem me
dizer nada
Coração
me liberta
Deixa
toda paixão de lado,
para
que mais tarde
não
fique como agora,
tão desacreditada
Inconstantes são os homens
Não
querem reconhecer,
que, ao
partirem, levam com eles,
um
pedaço do nosso ser
Trocam
palavras de carinho,
gestos
de ternura,
mas em
cada partida,
em cada
ausência,
nos
deixam assim,
quase
nuas
Nuas de
esperança,
sonhos, acalantos
Nos
trazem somente
em
papel lembrete,
o que
poderiam ter
sido,
cartas de amor
Demoramos a encontrar
o
verdadeiro amor
Mas na
verdade
não
passa de fantasia,
coisa
rara
Tudo ao
meu redor
são
lembranças...
O
perfume,
o
sabonete,
a pasta
de dente,
o
relógio sem bateria,
a roupa
jogada
por
cima da cadeira,
o
chinelo ao pé da cama,
a
toalha molhada,
jogada
em qualquer lugar,
o CD
que não para de tocar
Junto
todas as suas coisas,
e não
quero mais saber
Mas se
repito isso toda hora
é para
me convencer,
que a
vida talvez
seja
melhor, sem você!
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