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Dedicatória
Lembrar-te-ei e
resguardarei os meus passos
Na suavidade da
paisagem em que modula
A freqüência das
cicatrizes... eu me refaço
Em carne rubra de
desejos que o amor anula...
Decifras, então, as
noites que nos rodeiam
Em que o amanhecer
ruminando ventanias
E por teu desejo me queres preso a tua teia
Fios cândidos, tênue
das horas em agonias...
Dar-te-ei uma flor,
roubar-te-ei um beijo
E tudo diz no
infinito... me entrego e ouço
Sob a mesma noite
que nos cobre, e vejo!
Do teu olhar a
melhor parte do meu corpo...
Diz-me então, se há
regras, se o fogo avança
Ou se é para o teu
olhar que estou correndo?
Dos olhos em que
busco o amor, em si estanca
Ora! Direis do meu
coração que está morrendo...
Pasmo! Sobre a
angústia do pensar e no alude
Desse manto na
vertigem do azul céu/lua, tateio!
Então, entrego-te em
luz o que a boca não te diz
O outono desses
versos apontados para teu seio...
É... Mas, dos teus
olhos de primavera acesa
Colho brancos lírios,
encontro desejos e fuga
Oh doce estrela, não
sei se a paixão é avessa
Ou se ébrio de
ilusão, o destino faz o caminho...
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