Decisão
 
(Josemir)
 
 
 
Ah, quantas lidas, quantas lutas
Imagens que se fizeram embrutecidas
pela aspereza do tempo
Muitas esperanças diluídas
Muitas vontades perdidas
Na imensidão desse espaço gigante
 
 
Por que será que nossa capacidade de anular,
por tantas vezes se anula?
E ai corremos em zigue-zague,
por estradas tristes e obscuras
Entrecortadas por tristes lamúrias
Marcas de multidões entristecidas,
que por ali costumavam transitar
 
 
Eu me fechei para o acaso
Hoje eu sei que meus próximos passos
somente iniciar-se-ão,
quando a brandura e a pureza,
se fizerem guardiãs do meu coração
 
 
Por que insistir nessa intriga,
forjando brigas aqui e acolá?
Por que não se entregar a vontade amiga,
que reflete nossa capacidade de amar?
Basta que sejamos o que somos
Nenhum milímetro a mais
Na realidade somos nascentes de amor
Somos lampejos de paz!
 
 
Agora dou de ombros
Não que eu despreze o sofrer!
Porém não lhe dou valia ou guarida
É o que eu quero, que o meu dia a dia,
seja alimentado pela energia,
de sempre e sempre querer crescer!

 

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