Amantes
(Regina
O.)
Amantes...
Que se completam,
se integram,
desintegram,
fazem juras,
calam,
sorriem,
sofrem,
fazem planos
de sempre juntos
permanecerem
Saboreiam um simples toque,
uma
palavra de carinho,
uma
ternura escondida,
em um
simples olhar
Amantes...
Deixam
faíscas no ar
Trocam
juras
que nem
sempre
poderão
concretizar
Amantes...
Que sempre
serão amantes,
mesmo
quando um deles deixar
de
amar
Existem
amantes
de
diversas maneiras
Os que acreditam
serem
amantes,
mas sempre
acham
que têm
algo
a lhes
faltar
Amantes
que fazem
eternas
juras,
mas quando
um deles
precisam
se
ausentar
e para sua
casa voltar,
quem fica
a espera
já não se
contenta,
e esquecem
das juras
que tanto
fizeram,
de tudo,
tudo,
juntos,
passar!
Amantes...
Estão
sempre
a procura
do amor,
amando,
se
entregando,
em uma
volúpia insana
de sempre
amar
e de
sozinhos,
nunca
ficarem
Não
importa a maneira
como serão
amados
Até que um
deles
se sinta
culpado
por este
amor imenso,
tão lindo
e desejado,
e não mais
suportar
o peso de
tantas juras
ter feito
E logo estarão a perguntar:
-aonde
está o amor
prometido,
tão
arriscado,
agora já
tão bandido,
em
corações
desesperados?
Mas a vida
segue
seu
rumo,
e novos
amantes
surgirão
Em cada
coração,
em cada
emoção,
em cada
vazio,
desespero,
de amar e
continuarem
a
ser
amados
e
desejados!