A Floresta Está Triste...

(Peixão 89)

 

A floresta está triste

O mundo sem bossa

Sem o filho da terra

A garota já não passa

Tão linda, cheia de graça

Baixinho, canta o mar

Desgraça perto do ar

Sem poder falar

Resta pouco para chorar

O mundo quase desiste

Aquele chapéu em riste

Agora ficou tão só

Copacabana fica com dó

Sem passarinho ou cipó

Em Ipanema sobrou pó

Só o amor insiste

Vem da época do twist

Parceria com o poeta

Par de asas, borboleta

A mais dura faceta

Rege o maestro, seu planeta

A lua gris que viste

O fim do caminho assiste

Último vôo, vou para o mato

Ah! cora coração ingrato

Uma nota apenas, desacato

Lígia, Luiza, sem recato

A vida ficou sem Tom

Em que estação estamos

Tão cheia de dias difíceis

Onde parcas opções propagam

emoções com a espera

Dilatadas por várias vontades

Com o tempo passando, passado

Como um passe de mágica

Sem a lógica pertinente

A dor penitente

Na boca de uma nova luz

Trilha para o absoluto

Contornando tempestades,

furacões, filhos do vento

E buracos negros

Renascendo do firmamento

A única esperança

Sem renúncia, sem renúncia

Tríade de paz

No tom sintonizado

E esperado de mais um sim

 

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